terça-feira, 22 de dezembro de 2009
MAIS UMA EMBARCAÇÃO AFUNDA NO RIO AMAZONAS
BELÉM - Um barco que transportava mais de 90 pessoas afundou no rio Amazonas na noite desta segunda-feira, a cerca de 157 quilômetros de Santarém, no Pará. Segundo os bombeiros, duas pessoas teriam morrido no acidente - uma mulher e uma criança. A embarcação tinha capacidade para transportar cem pessoas e fazia o trajeto entre Monte Dourado, Almeirim, Prainha e Monte Alegre.
O acidente aconteceu quando o barco seguia de Prainha para Monte Alegre, numa localidade conhecida como Farol do Peregrino. A embarcação Almirante Barroso estava a cerca de 2h30m de chegar ao destino. É investigada a hipótese de o barco ter batido num banco de areia e virado em seguida. No local onde o barco afundou a água é barrenta, o que dificulta a visibilidade.
Segundo o Major Augusto Lima, da comunicação social do Corpo de Bombeiros do Pará, o proprietário do barco recebeu uma ligação via celular, por volta de 2h25m desta terça-feira, de um tripulante informando que o barco havia afundado às 22h. O proprietário acionou os bombeiros e a Capitania dos Portos.
De acordo com os bombeiros, a maioria dos passageiros se salvou e está numa fazenda próxima ao local do acidente. O barco faz o trajeto regular entre as localidades.
Os bombeiros de Belém enviaram helicóptero com atendimento médico e o governo do estado enviou um avião Caravan com oito mergulhadores para ajudar nas buscas. De Santarém, partiu uma equipe de oito bombeiros e cinco deles também são mergulhadores.
- No local do acidente a comunicação é difícil. Temos a informação de duas mortes - uma mulher e uma criança. Mas há informações de que mais pessoas estariam nos camarotes do barco e poderiam ter ficado presas quando a embarcação afundou - informou o major Lima.
MPF DENUNCIA MÁFIA MINEIRA DAS SANGUESSUGAS
Esquema, que teve organização autônoma em relação ao esquema nacional, atuou em mais de 50 municípios mineiros
O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com 18 ações contra ex-prefeitos, servidores públicos municipais, advogados e empresários por participação em um esquema para fraudar licitações e desviar verbas públicas federais semelhante àquele que ficou nacionalmente conhecido como o esquema das sanguessugas. A Máfia mineira das Sanguessugas começou a atuar em 1999. São deste ano os primeiros convênios firmados com o Ministério da Saúde pelas prefeituras de Aricanduva, Gameleiras e São Romão, municípios situados no norte do estado, para aquisição de unidades móveis de saúde.
No esquema mineiro, ao invés de ambulâncias, os denunciados adquiriam ônibus usados, alguns com mais de dez anos de uso, para serem utilizados como unidades móveis de saúde. O modo de atuação era o mesmo da máfia que teve atuação nacional: os líderes da quadrilha mineira negociavam as fraudes com os agentes públicos dos municípios. Essa negociação acontecia antes mesmo da celebração dos convênios, e os empresários chegavam a elaborar os projetos que as prefeituras tinham de apresentar para a solicitação dos recursos. Com a liberação da verba, as licitações eram direcionadas para as empresas pertencentes ao esquema, que, por sua vez, forneciam veículos com valor muito superior aos preços praticados no mercado. Ônibus usados foram comprados com sobrepreço que variou de 6 a 92% do valor de mercado, ou seja, alguns veículos custaram quase o dobro do que realmente valiam.
Em um dos casos, no Município de Monte Azul, constatou-se uma ocorrência peculiar: a licitação foi deflagrada antes mesmo da celebração do convênio com o Ministério da Saúde. Ou seja, as propostas foram apresentadas pelas empresas antes da própria liberação da emenda parlamentar, mas o curioso é que, quando os recursos foram liberados, eles correspondiam ao exato valor da proposta vencedora formulada meses antes. Em Minas Gerais, a direção do braço empresarial da quadrilha coube ao empresário Aristóteles Gomes Leal Neto, dono da Lealmaq Leal Máquinas Ltda, empresa que exerceria, nesse esquema, papel correspondente ao da Planan no âmbito nacional.
Em alguns casos, como Itacambira, Lassance, Montalvânia e Varzelândia, os inquéritos continuam em andamento. Já os inquéritos de Lontra e Pai Pedro foram remetidos à Procuradoria Regional da República da 1a. Região, em Brasília, porque os principais investigados foram reeleitos prefeitos desses municípios e a competência para denunciá-los, em razão do foro privilegiado, pertence ao respectivo Tribunal Regional Federal.
REGIÃO MG TEM 300 KM DE REDE DE FIBRA ÓPTICA QUE PODE SER USADA PARA PLANO NACIONAL
Trezentos quilômetros de fibra óptica estão localizados na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste de Minas GeraisEsse montante integra os 16 mil km de rede da Eletronet, empresa em processo de falência que passou a ser controlada pelo Governo Federal depois de decisão da Justiça Estadual do Rio de Janeiro. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, pretende utilizar a estrutura para o Plano Nacional de Banda Larga. As torres de Furnas Centrais Elétricas possuem o cabo de fibra óptica em três trechos: Poços de Caldas-Furnas (131 km), Furnas-Mascarenhas de Morais (104 km) e Furnas-Pimenta (66 km). Mas segundo a assessoria de imprensa, o cabo com a fibra óptica não tem conexões até as cidades, o que obrigaria o governo a gastar com ramificações até os centros urbanos e residências. O setor privado não se opõe à sua utilização, mas é contra uma estatal de internet de alta velocidade que atenda o consumidor final.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguarda até meados de janeiro o resultado de um estudo do custo para que a banda larga chegue, de fato, até ao cidadão. O objetivo do governo seria atender localidades onde empresas particulares não tenham interesses. Segundo a assessoria do Ministério das Comunicações, outros dois ministérios (Casa Civil e Planejamento) também irão apresentar projeto para o presidente escolher.
RECEBEMOS
Uberlândia, 21 de Dezembro de 2009
Olá Sebastião,
Mensagem do prefeito Odelmo Leão
“Estamos chegando ao final de 2009 e Deus novamente abençoou nossa cidade,
nosso povo e me cobriu de bênçãos para que eu pudesse ser o prefeito e administrador da nossa cidade com todo carinho”.
Apesar de todas as dificuldades que nós passamos, a crise que enfrentamos, estamos chegando bem ao final do ano. Existem coisas para serem feitas? Muitas, nas áreas sociais, na educação, na saúde, mas nós vamos entrar em 2010 com toda vontade, com toda garra e determinados para que realmente possamos cumprir o nosso dever e compromisso perante a nossa gente.
Os avanços que tivemos em 2009 foram graças ao nosso povo, aos servidores públicos
e a você que sempre esteve ao meu lado me apoiando e ajudando.
Por isso eu quero neste momento desejar a todos vocês um Feliz Natal, que Deus abençoe todos nós, às nossas famílias, aos nossos trabalhadores, trabalhadoras e a toda Uberlândia e que dê a nós um ano de 2010 de muito progresso e muito trabalho.
Com determinação e com as bençãos de Deus vamos em 2010 realizar tudo aquilo que nós desejamos.Feliz Natal e Feliz 2010 para todos nós.
Odelmo Leão
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Exclusivo: PESQUISA COMPROVA FALTA DE SEGURANÇA EM PARQUE DE LAVRAS
Franciely, de 14 anos, estava começando uma vida, cheia de planos e muita força de vontade
Era para ser um sábado tranquilo, durante uma excursão no Parque Ecológico Quedas do Rio Bonito, em Lavras, no Sul de Minas. Uma jovem adolescente foi nadar perto de uma cachoeira e a trágedia aconteceu. Franciely Jerônimo da Silvam, de 14 anos, morreu afogada, na tarde deste sábado, 19, em um lago próximo à cachoeira do Parque. De acordo com o 15a Pelotão dos Bombeiros (CBMMG), Franciely da Silva estava nadando quando desapareceu no lago. A menina estava com um grupo de 30 pessoas e fazia parte da fanfarra da cidade vizinha de Nepomuceno. O grupo iria passar o dia no parque. No enterro ontem, domingo, 20, dor e tristeza de uma trágedia que poderia ter sido evitada se a segurança do parque existisse. Nossa equipe já chegou a percorreu trilhas no local e nuna recebeu nenhum tipo de orientação e acompanhamento. O Parque Ecológico é administrado pela Fundação Abraham Kasinski (FAK).
O Parque Quedas do Rio Bonito é o único parque metropolitano da cidade de Lavras. Localizado fora do perímetro urbano, possui, como principal objetivo, a preservação ambiental. É, ainda, muito utilizado como atração turística, possuindo grande importância para a cidade. Com a finalidade de fazer uma análise da visão da população sobre suas características e uso, foi realizada uma pesquisa de opinião, por meio de entrevistas realizadas por alunos da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em 2001, na qual foram amostrados representantes de 600 famílias, aplicando-se um questionário padronizado com perguntas diretas e descritivas. Pelos resultados, verificou-se que o Parque Quedas do Rio Bonito é freqüentado por 60,5% dos entrevistados, sendo esses principalmente das classes de renda média e alta. Observou-se ainda que 2,6% dos entrevistados nunca visitaram o parque e o principal motivo alegado foi a falta de segurança.
Motivos apresentados para o fato de só terem visitado o parque Quedas do Rio Bonito uma vez (múltiplas respostas):
Falta de condução 30,1%Motivos apresentados para o fato de só terem visitado o parque Quedas do Rio Bonito uma vez (múltiplas respostas):
É muito longe 23,5%
Falta tempo 23,5%
É caro/têm que pagar ingresso 17,6%
Falta de oportunidade 17,0%
Têm outras opções para sair 12,4%
Não têm motivação 9,2%
A reforma acabou com o parque 3,9%
Não pode levar alimentação 2,6%
Falta segurança 2,6%
Não gostam do parque 2,0%
Falta divulgação 2,0%
Não tem novidades/é sempre igual 1,3%
Horário de funcionamento inadequado 0,7%
Não têm hábito 0,7%%
Outros 11,8%
Não sabem/não quiseram responder 1,3%
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